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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
 Leach, 1820
Subfamília: Picinae
 Leach, 1820
Espécie: M. candidus

Nome Científico

Melanerpes candidus
(Otto, 1796)

Nome em Inglês

White Woodpecker


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pica-pau-branco

O pica-pau-branco é uma ave piciforme da família picidae. Também é conhecido como birro ou cri-cri, sendo estes nomes referentes ao seu canto.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) melas = preto; e herpës = trepador; e do (latim) candidus = branco, branco brilhante. ⇒ Trepador preto e branco ou (pica-pau) preto e branco.

Características

Mede entre 24 a 29 centímetros e pesa entre 98 e 136 gramas.
O macho adulto apresenta manto preto. Asas com as penas de voo marrom escuro. As coberteiras são pretas, apresentando leve coloração azul encoberta. A parte inferior das costas é branca. O uropígio é escuro amarronzado, mas com a base branca. As penas retrizes exteriores da cauda mostram manchas brancas. As partes inferiores, garganta, peito, ventre e crisso são brancos, mas podem apresentar uma coloração branco-creme ligeiramente lavada. Pode-se ver uma mancha amarela na parte inferior da barriga, às vezes atingindo até a parte inferior do peito. A coloração das penas na parte inferior das asas é marrom-acinzentado com as coberteiras pretas. A cabeça é branca e apresenta uma faixa loral escura e uma listra preta estreita da parte traseira inferior do olho que se curva para baixo atingindo até a parte superior do manto. Na nuca, algumas penas são mais longas e de coloração amarelo pálido.
O bico é forte, reto e longo com ponta em formato de cinzel. Sua coloração é preta com uma base mais pálida, esverdeada ou esbranquiçada. Os olhos são brancos ou amarelo pálido. Eles são rodeados por um amplo anel periocular de coloração amarelo-dourado. Pernas e pés são acinzentados.
A fêmea tem a plumagem semelhante à do macho, mas ela não tem as penas amarelas na nuca, e a listra preta da cabeça não é tão bem definida como no indivíduo do sexo masculino, sendo mais diluída ou embaçada.
O juvenil apresenta a coloração um pouco mais marrom escuro do que preto, com a plumagem menos brilhante. As áreas brancas são tingidas de bege, e a mancha amarela na barriga é mais diluída. Os olhos são cinza com anel periocular azulado. O jovem macho tem as penas da cabeça amareladas que se estende desde a nuca até a coroa, enquanto que a jovem fêmea não apresenta a faixa amarela na nuca.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Alimenta-se de insetos e suas larvas, sementes, frutos e mel. Caça insetos, especialmente sob a casca. Ataca ninhos de marimbondos e vespas. Nessas ocasiões, é notável como esses insetos voam próximo ao pica-pau, sem atacá-lo com seus ferrões. Procura avidamente as larvas nas casas de marimbondo, destruindo-as por completo. Abre ninhos de abelhas indígenas como a irapuá (Trigona spinipes), para deles retirar larvas e adultos, prestando importante serviço aos citricultores, pois a irapuá causa prejuízo à produção de cítricos, uma vez que corta com suas mandíbulas os botões florais, impedindo a formação de frutos. Ataca também cupinzeiros arborícolas e vem ao solo para capturar formigas. Além de insetos, alimenta-se de frutos de plantas cultivadas em pomares, como mamão, laranja, bananas, etc., inclusive em comedouros. Para contribuição… Presenciei um bando de pica-paus-brancos predando um ninho, e levando no bico os ovos de pomba-de-bando. Havia briga em torno desse alimento.. “Observei um pequeno bando com cinco indivíduos, no Município de Bariri-SP, atacando vespas estrelinha (Polybia paulista), um indivíduo se aproximava a cerca de 30 cm do enxame, provocando o alvoroço das vespas, que eram capturadas por ele e pelos outros do grupo; ao mesmo tempo, outro indivíduo atacava e abria a colmeia pelo outro lado para comer as larvas. Faziam isso em várias investidas ao longo do dia, até danificarem praticamente toda a colmeia.” (João de Almeida Prado)

Reprodução

Para nidificar, escava seu ninho em troncos de árvores secas e palmeiras e, às vezes, utiliza uma cavidade natural em rochas, onde põe 3 a 4 ovos brancos e brilhantes. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 35 a 36 dias. Durante a época do acasalamento realiza voos de exibição.

Hábitos

Vive em áreas campestres, pastos, eucaliptais, capoeiras ralas, buritizais, plantações e áreas rurais. Vive também em cidades, parques, jardins, pomares, bordas de brejos arborizados e no Pantanal de Mato Grosso. Encontrado em grupos de 6 a 10 indivíduos, podendo chegar a 20, às vezes associado a outros tipos de aves campestres gregárias, como o pica-pau-do-campo, o anu-branco, o anu-preto e o sabiá-do-campo. O grupo todo dorme junto, no oco de uma árvore, às vezes com várias entradas. Diferente da maioria dos pica-paus brasileiros, esta espécie costuma voar em grandes alturas, muito acima da copa das árvores; à procura de novos ambientes.

Voz: Bem distinta, um agudo “kirr-kirr-kirr” (em vôo); “girrä” (pousado). Grita constantemente, comunicando-se entre si com um chamado alto e forte, enquanto viaja em longos voos a grande altura. Tal grito costuma ser a primeira forma de detecção desse pica-pau.

Distribuição Geográfica

Presente em campos da foz do rio Amazonas e na região de Óbidos, estendendo-se para as regiões campestres de todo o Brasil. Encontrado também no Suriname, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Status de conservação: LC ( IUCN ).

Referências

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